Os Gases de Efeito Estufa (GEE) são os grandes responsáveis pelas mudanças climáticas em nosso planeta, principalmente, por efeitos como: o degelo dos árticos, a elevação do nível dos oceanos, a mudança das correntes marítimas e o aquecimento global. Cabe ressaltar, que os eventos citados anteriormente são apenas algumas das inúmeras conseqüências deste fenômeno. Nesse sentido, é de suma importância enfatizar que, os oito anos mais quentes da civilização moderna, ocorreram na última década e que o atual nível de emissão de gás carbônico na atmosfera é o mais alto dos últimos 420 mil anos.

Para melhor compreendermos este processo, julgamos necessário uma breve introdução sobre o tema: 1) os raios solares atravessam a atmosfera e rebatem sobre a Terra, assim, o calor fica preso pela camada de gases de efeito estufa que paira sobre o planeta; 2) isto vai aumentando gradativamente a temperatura média, o que provoca o aquecimento global. Desta maneira, ocorrem as mudanças climáticas: furacões, ondas intensas de calor, incêndios, degelo, secas e elevação do nível dos oceanos.

Os principais Gases de Efeito Estufa (GEE) são o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e o óxido nítrico (N2O). Após a Revolução Industrial, as atividades econômicas passaram a utilizar novas tecnologias que demandavam uma maior quantidade de energia, sobretudo, combustíveis fósseis (petróleo, gás, carvão). A combustão de grandes quantidades de combustíveis fósseis combinada a devastação, queimada de florestas e a métodos agrícolas aumentaram, exponencialmente, a concentração de GEE na atmosfera, principalmente, o dióxido de carbono.
Diante das evidências do aquecimento global, em virtude do acúmulo dos GEE na atmosfera, a preocupação com o clima ganhou maior importância a partir da década de 1980. Desde então, inúmeras atividades para conter as emissões do gás CO2 ou, ao menos, reduzir a emissão dos gases causadores do efeito estufa vem sendo adotadas.

As mudanças climáticas assustam não só pela velocidade, mas também pela magnitude já atingida. O clima do planeta começa a se adaptar a estes efeitos perversos, entre eles: a temperatura mundial média elevou-se 0,74°C desde o fim do século XIX; o nível médio dos oceanos aumentou em 17 centímetros ao longo do século XX, e; diversas regiões do mundo vêm sofrendo com fenômenos climáticos extremos – leia-se secas e enchentes jamais vistas (vale lembrar o recente fato das piores enchentes em anos no Reino Unido . Os modelos climáticos projetam que, até o fim do século (2100), haverá um aquecimento no planeta de aproximadamente 1,8° a 4°C. Podendo chegar, em casos extremos, de 1,1° a 6,4°C. Estima-se também, que o nível médio dos oceanos, elevar-se-ão de 18 a 59 cm.

Face à gravidade destes eventos, as autoridades internacionais buscaram firmar uma maior parceria através de um tratado internacional, o "Protocolo de Kyoto" , em vigor desde fevereiro de 2005. Entre os assuntos tratados no documento, deve-se sublinhar a ênfase destinada à limitação e redução da emissão de gases de efeito estufa.
Conforme abordado acima, o efeito estufa é um fenômeno universal, crescente e, até então, considerado irreversível. Por ser originário na vida humana sobre a Terra, é conhecido como um fenômeno ligado ao gás carbônico (CO2), ou simplesmente ao carbono. Quanto maior o volume de gases de efeito estufa na atmosfera, maior será o aumento da temperatura média, que tem impacto sobre o clima e, conseqüentemente, sobre o meio-ambiente.

O tema tem sido foco de intenso debate e, a cada dia, ganha mais espaço na mídia internacional e nacional. Principalmente, com a maior freqüência de ocorrência de desastres naturais. A situação é alarmante e diversos movimentos têm sido iniciados no mundo à procura de soluções eficazes. Uma destas iniciativas, ao alcance de todos, é a neutralização de carbono. Todos os efeitos colaterais causados pela emissão de CO2 podem ser neutralizados com o plantio de árvores e a redução no consumo energético e de produção de lixo.